quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Carta de Dom Vicente aos paroquianos de Jundiaí

Carta ao Povo de Deus Da Diocese de Jundiaí





Dom Vicente, chamado a continuar a missão apostólica recebida do Cristo Jesus, por vontade de Deus, à Igreja de Deus que está na Diocese de Jundiaí: “aos que foram santificados no Cristo Jesus, chamados a serem santos, junto com todos os que, em qualquer lugar, invocam o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (1Cor 1,2-3).

É com sincera e imensa alegria que me dirijo pela primeira vez a todos vocês, meus futuros diocesanos, no dia em que está sendo anunciado oficialmente que o Papa Bento XVI me escolheu para ser o novo Bispo Diocesano de Jundiaí.

1. “Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo 2,17).

Escrevendo-lhes com toda sinceridade, quando recebi a comunicação de que deveria deixar a Diocese de Umuarama − PR para exercer minha missão apostólica na Diocese de Jundiaí, fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, perplexo. Nasci na ilha de Malta, Europa, e imbuído pelo sopro renovador e missionário do Concílio Vaticano II, cheguei ao Brasil no início do ano de 1969 para me formar padre. Trabalhei vinte cinco anos como padre na Arquidiocese de Maringá, quando fui eleito Bispo Auxiliar de Londrina. No dia 13 de dezembro de 2002 assumi a missão de ser Bispo de Umuarama. Portanto, nesses quase quarenta e um anos de permanência no Brasil, sempre vivi e trabalhei na Igreja no Norte e Noroeste do Paraná.

Deus me chamou agora, uma vez mais, para uma nova missão: deixar esta terra e ir anunciar o seu Evangelho e ajudar na construção do Reino em lugar, até então, não tão familiar para mim. Porém, como diz a Primeira Leitura da Liturgia da Palavra da celebração eucarística de hoje: “Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo2,17). Sim, meus queridos irmãos e irmãs, tenho a absoluta convicção de que minha transferência para a Diocese de Jundiaí, à luz da fé e do amor à Igreja, nossa Mãe, se insere no projeto de Deus que dirige nossa história por caminhos, às vezes, imprevisíveis e até então desconhecidos. Inclusive devo confessar-lhes que recebi a notícia desta nova missão bem próximo do tempo do Advento, tempo de conversão, de purificação e de preparação para a vinda do Salvador. Tenham certeza, meus queridos irmãos e irmãs, que, desde aquele dia, coloquei toda a Igreja de Deus que se faz presente em Jundiaí nas minhas orações, preparando-me espiritualmente, no tempo santo do Advento para que esteja à altura da nova missão que me foi confiada.

2. O menino Jesus “crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele” (Lc 2,40).

Queridos irmãos e irmãs, posso imaginar a expectativa de todos vocês para com a chegada do novo Bispo: Qual o seu jeito? Como é o seu modo de pensar e de agir? Da minha parte, prometo-lhes que farei tudo o que estiver dentro das minhas capacidades e possibilidades para corresponder aos seus anseios e expectativas.

Posso bem imaginar o quanto de bom e de salutar foi implantado na Diocese de Jundiaí desde a sua criação em 1966. Prometo-lhes que procurarei valorizar e respeitar a caminhada passada de quarenta e três anos desta Igreja. Reverencio com respeito e gratidão os seus primeiros três Bispos já chamados para participar da glória celeste: Dom Gabriel Paulino Couto, OCarm, Dom Roberto Pinarello Almeida e Dom Amaury Castanho. Agradeço de coração ao meu irmão no episcopado, o quarto Bispo, Dom Gil Antônio Moreira, que dirigiu a Diocese durante cinco anos, hoje Arcebispo de Juiz de Fora − MG. Quero também dar graças a Deus pela atuação do Administrador Diocesano neste tempo de sede vacante, Pe. Joaquim Wladimir Lopes Dias. Por fim, Deus seja louvado por tudo aquilo que já tem sido implantado na Diocese − certamente, com muito esforço e dedicação − pelos queridos padres, diáconos permanentes, seminaristas, consagrados e consagradas, pelos cristãos leigos e leigas nas paróquias, pastorais, movimentos, comunidades, associações, e por tantos outros que, de uma maneira ou de outra, têm contribuído para que a querida e amada Diocese de Jundiaí seja o que ela é na atualidade.

Também a Liturgia da Palavra da celebração eucarística de hoje nos diz que o Menino-Deus crescia em sabedoria e graça diante de Deus e de todos (cf. Lc 2,40). Realmente, o amor que vem e nos leva até Deus não conhece ocaso ou limite. Não tem medida e, por isto, deve sempre crescer ainda mais, como nos diz o Apóstolo Paulo: “Cresceremos sob todos os aspectos em relação a Cristo, que é a cabeça” (Ef 4,15) da Igreja. Repetia muitas vezes o saudoso Papa João Paulo II: “Duc in altum” (“Novo Millennio Ineunte” [NMI], n. 1). Queridos irmãos e irmãs, retomando a passagem evangélica da pesca milagrosa (Lc 5,4-11), conclamo-os: É tempo de crescermos no amor a Deus e à Igreja, de “avançarmos para águas mais fundas” (cf. Lc 5,4), de ir em busca do novo e do ainda não vivido plenamente, confiantes na força renovadora do Espírito Santo que “sopra onde quer” (Jo 3,8). Na exigente e ilimitada tarefa de tornar nossa Igreja Diocesana “a casa e a escola de comunhão” (NMI, n. 43a), sempre há espaço para darmos um passo a mais no caminho do diálogo sereno e adulto, na plena participação eclesial, na vivência da fraternidade e da unidade entre todos e no compromisso sempre renovado da nossa fé cristã.

Nisto conto, em primeiro lugar, com a graça de Deus: “Tudo posso naquele que me dá força” (Fl 4,13). Confio na colaboração amiga e fraterna de todos os Arcebispos e Bispos do Regional Sul I, do seu Presidente, Dom Nelson Westrupp, SCJ, Bispo de Santo André, e particularmente do Metropolita de Sorocoba, Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, Arcebispo de Sorocaba, e dos outros três Bispos que compõem a Província Eclesiástica de Sorocaba à qual a Diocese de Jundiaí pertence: Dom José Moreira de Melo, Bispo de Itapeva; Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, CR, Bispo de Itapetininga; e Dom José Luiz Bertanha, SVD, Bispo de Registro. Conto também com a amizade e a fraterna colaboração dos padres da Diocese, diocesanos e religiosos, “minha alegria e minha coroa” (Fl 4,1), chamados a serem “discípulos missionários de Jesus, o Bom Pastor”, ainda mais que estamos vivendo as alegrias deste abençoado Ano Sacerdotal. Para o bom desempenho do meu ministério episcopal, preciso da ajuda dos diáconos permanentes − graças a Deus tão numerosos e atuantes na Diocese de Jundiaí −, chamados a serem discípulos missionários de Jesus Servidor. Confio também na colaboração e no apoio dos queridos seminaristas da Diocese, a quem prometo dedicar um amor privilegiado, a fim de que eles venham a enriquecer a família presbiteral diocesana. A presença dos consagrados e consagradas é um dom peculiar a qualquer Diocese, pois a enriquece em santidade e testemunho radical do Reino. A eles também − tanto de vida ativa como também contemplativa −, chamados a serem discípulos missionários de Jesus, “a Testemunha fiel” (Ap1,5), peço orações, ajuda e colaboração. Conto também com tantos cristãos leigos e leigas, discípulos missionários de Jesus, Luz do Mundo, espalhados nas nove regiões pastorais da Diocese e protagonistas de uma Igreja mais família de Deus e de um mundo mais fraterno, justo e solidário. Penso que na nossa ação evangelizadora algumas frentes, entre outras, merecem uma atenção especial: a família, os adolescentes e os jovens, o Serviço de Animação Vocacional (SAV), a comunicação social, a pastoral urbana e os que sofrem qualquer forma de exclusão e discriminação. Por fim, quero colaborar com todos os de outras Comunidades Cristãs e Confissões Religiosas; com os que procuram a Deus mesmo sem conhecê-lo na sua luta pela verdade, pela promoção e pela defesa da vida; com as autoridades constituídas dos onze municípios que formam a Diocese de Jundiaí e com todos aqueles que são chamados a serem discípulos missionários de Jesus Cristo na vida pública.

3. “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5).

No decorrer dos meus onze anos de Bispo, a Virgem Maria tem sido sempre presença amiga, consoladora e animadora. O meu lema episcopal é de inspiração mariana: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5). A Maria, venerada na Diocese de Jundiaí com o título de Nossa Senhora do Desterro, quero dedicar a minha nova missão como Bispo com vocês e para vocês. Nela coloco, confiante e filialmente, o novo pastoreio que recebi da Providência Divina.

Que Maria, perfeita Discípula Missionária do Pai, nos ensine a fazer tudo o que seu Filho nos disser a fim de que sejamos verdadeiros e autênticos discípulos missionários do Senhor Jesus Cristo na Igreja e no mundo.

Aproveito para desejar a todos um feliz e abençoado Ano Novo, cheio de realizações pelo Reino de Deus.

Aguardando o dia do início da minha missão como Bispo de Jundiaí, peço que rezemos uns pelos outros.

A todos abençoo.

Umuarama − PR, 30 de dezembro de 2009.


Dom Vicente Costa

Bispo eleito da Diocese de Jundiaí

Novo bispo de Jundiaí


Dom Vicente Costa


Atual Bispo da Diocese de Umuarama desde: 09 de outubro de 2002.

Ordenação Episcopal: 19 setembro de 1998.

Nomeação: 01 de julho de 1998.

Ordenação Presbiteral: 17 dezembro de 1972.

Nascimento: 01 de janeiro de 1947.

Lema: "Fazei tudo o que Ele vos disser" (Jo 2,5).

Atividades exercidas antes do episcopado:

Vigário Paroquial da Catedral Nossa Senhora da Glória, Maringá, PR (1973);

Pároco em São Jorge do Ivaí (1974-1978); Pároco em Sarandi, PR (1979-1984);

Coordenador Arquidiocesano de Pastoral (1985-1987 e 1991-1994);

Estudo em Roma (1987-1991);

Vigário Paroquial da Catedral, Maringá, PR (1994-1997);

Professor no Instituto Paulo VI, Londrina, PR (1991-1997);

Professor no CINTEC (Centro Interdiocesano de Teologia), em Cascavel, PR (1996-1998).


Estudos realizados

Doutorado

Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma.

Teologia

"Studium Theologicum", Curitiba-PR (1969-1971); Instituto Teológico de Curitiba (1971-1972).

Filosofia

Universidade de Malta (1964-1968).

Ensino médio

Seminário Menor, Floriana, Malta (1958-1963).

Ensino fundamental e básico

Escola Governamental, Birkirkara, Malta (1954-1957).

 

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cientistas derrubam seis mitos sobre fim do mundo



O fim do mundo está próximo - 21 de dezembro de 2012, para ser mais exato - segundo teorias baseadas na suposta antiga previsão maia e divulgadas pela máquina de marketing por trás do filme "2012". Mas será que a humanidade poderia realmente encontrar o seu fim em 2012, afogada em enchentes apocalípticas, atingida por um planeta secreto, tostada por um sol raivoso, ou lançada à deriva por continentes acelerados?

E será que a antiga civilização maia - cujo império teve seu apogeu entre 250 e 900 d.C. onde hoje é o México e a América Central - realmente previu o fim do mundo em 2012? Pelo menos um aspecto desse alarde sobre o fim do mundo em 2012, para algumas pessoas, é muito real: o medo.
O site da Nasa "Pergunte a um astrobiólogo", por exemplo, recebeu milhares de perguntas sobre a previsão do fim do mundo em 2012: algumas perturbadoras, segundo David Morrison, cientista sênior do Instituto de Astrobiologia da Nasa.
"Muitos dos (que enviaram as perguntas) estão genuinamente assustados", Morrison disse. "Houve dois adolescentes que estavam pensando em se matar, porque não queriam estar por aqui quando o mundo acabasse", ele disse. "Duas mulheres nas últimas duas semanas disseram que estavam pensando em matar seus filhos e elas mesmas para não terem que sofrer com o fim do mundo."
Felizmente, com a ajuda de cientistas como Morrison, a maioria dos cataclismos previstos para 2012 é facilmente explicada.

Mito 1 sobre 2012

Previsão maia do fim do mundo em 2012

O calendário maia não termina em 2012, como alguns afirmaram, e esse povo antigo nunca considerou tal ano como o tempo do fim do mundo, dizem arqueólogos. Mas 21 de dezembro de 2012, (um dia a mais ou a menos) foi, todavia, importante para os maias.
"É a época em que o maior ciclo do calendário maia - 1.872.000 dias ou 5.125,37 anos - acaba e um novo ciclo começa", disse Anthony Aveni, especialista em povo maia e arqueoastrônomo da Universidade Colgate em Hamilton, Nova York.
Os maias registravam o tempo em uma escala que poucas culturas consideraram. Durante o apogeu do império, os maias inventaram a Grande Contagem - um comprido calendário circular que "transplantava as raízes da cultura maia desde a criação do mundo em si", Aveni disse.
Durante o solstício de inverno de 2012, encerra-se a era atual do calendário da Grande Contagem, que começava no que os maias viam como o último período da criação do mundo: 11 de agosto de 3114 a.C. Os maias escreveram essa data, que precedeu sua civilização em milhares de anos, como o Dia Zero, ou 13.0.0.0.0.
Em dezembro de 2012, a longa era termina e o complicado calendário cíclico volta ao Dia Zero, iniciando outro grande ciclo.
"A ideia é que o tempo se renova, que o mundo se renova novamente - muitas vezes após um período de estresse - da mesma forma que renovamos o tempo no dia de Ano Novo ou mesmo na segunda-feira de manhã", disse Aveni, autor de "The End of Time: The Maya Mystery of 2012."

Mito 2 sobre 2012

Continentes em ruptura vão destruir a civilização

Em algumas profecias do fim do mundo em 2012, a Terra se torna uma armadilha mortal ao passar por um "deslocamento de pólos".
A crosta e o manto do planeta irão de repente se deslocar, girando em torno do núcleo externo de ferro líquido da Terra como a casca de uma laranja gira em torno de sua suculenta fruta.
"2012", o filme, imagina um deslocamento polar previsto pelos maias, desencadeado por uma força gravitacional extrema sobre o planeta, graças a um raro ¿alinhamento galáctico" - e por uma radiação solar massiva que desestabiliza o centro da Terra ao aquecê-lo.
A ruptura de oceanos e continentes despeja cidades no mar, arrasta palmeiras para os pólos e gera terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas e outros desastres.
Os cientistas descartam cenários tão drásticos, mas alguns pesquisadores têm especulado que um deslocamento mais sutil poderia ocorrer, por exemplo, se a distribuição de massa sobre ou dentro do planeta mudasse radicalmente, devido a, digamos, o derretimento das calotas polares.
O geólogo da Universidade de Princeton Adam Maloof, que estudou extensivamente os deslocamentos polares, disse que a evidência magnética nas rochas confirma que os continentes passaram por um rearranjo drástico, mas o processo levou milhões de anos - lento o bastante para a humanidade não sentir o movimento.

Mito 3 sobre 2012

Alinhamento galáctico revela perdição

Alguns observadores do céu acreditam que 2012 irá se encerrar com um "alinhamento galáctico", que ocorrerá pela primeira vez em 26.000 anos.
Nesse cenário, o trajeto do sol pelo céu pareceria cruzar o que, da Terra, é visto como o ponto médio da nossa galáxia, a Via Láctea, que em boas condições de observação aparece como uma faixa de neblina no céu noturno.
Alguns temem que esse alinhamento de alguma forma exponha a Terra a poderosas e desconhecidas forças galácticas que irão precipitar o seu fim - talvez através de um "deslocamento polar" ou movimento do supermassivo buraco negro do coração da nossa galáxia.
Outros veem o suposto evento sob uma luz positiva, como o prenúncio do despertar de uma nova era na consciência humana. Morrison, da Nasa, tem uma visão diferente. "Não existe nenhum 'alinhamento galáctico' em 2012", ele disse, "ou pelo menos nada fora do comum."
Ele explicou que um tipo de "alinhamento" ocorre durante todos os solstícios de inverno, quando o sol, visto da Terra, aparece no céu próximo do que parece ser o ponto médio da Via Láctea.
Astrólogos podem se entusiasmar com alinhamentos, Morrison disse. "Mas a realidade é que os alinhamentos não são de interesse para a ciência. Eles não significam nada", ele disse. Eles não modificam a força gravitacional, a radiação solar, as órbitas planetárias, ou qualquer coisa que tenha impacto na vida da Terra.
Mas a especulação sobre alinhamentos não é surpreendente, ele afirma. "Fenômenos astronômicos comuns são imbuídos de um senso de ameaça por pessoas que já acreditam que o mundo vai acabar."
Em relação aos alinhamentos galácticos, David Stuart, especialista em povo maia da Universidade do Texas, escreve em seu blog que "nenhum texto ou arte dos antigos maias faz referência a qualquer coisa do tipo."
Mesmo assim, a data final do atual ciclo da Longa Contagem - o solstício de inverno de 2012 - pode ser evidência da habilidade astronômica dos maias, disse Aveni, o arqueoastrônomo. "Não descarto a probabilidade de que a astronomia desempenhou um papel" na escolha de 2012 como o término do ciclo, ele disse.
Astrônomos maias construíram observatórios e, através da observação dos céus noturnos e usando a matemática, aprenderam a prever com precisão eclipses e outros fenômenos celestiais. Aveni observa que a data de início do atual ciclo foi provavelmente associada a uma passagem do zênite solar, quando o sol cruza diretamente sobre nossas cabeças, e sua data de término cairá no solstício de dezembro, talvez intencionalmente.
Essas escolhas, ele disse, podem indicar que o calendário maia está ligado aos ciclos sazonais de agricultura, centrais para a sobrevivência dos povos antigos.

Mito 4 sobre 2012

O Planeta X está em rota de colisão com a Terra

Alguns dizem que ele está por aí: um misterioso planeta X, também conhecido como Nibiru, em rota de colisão com a Terra - ou pelo menos a caminho de uma passagem de raspão destruidora.
Dizem que uma colisão direta iria destruir a Terra. Mesmo uma passagem de raspão, alguns temem, poderia gerar uma chuva de asteróides de impacto mortal, arremessados em nossa direção pelo turbilhão gravitacional do planeta.
Será que esse planeta desconhecido realmente poderia estar vindo em nossa direção em 2012, mesmo passando de raspão? Bem, não. "Não há objeto nenhum por aí", disse Morrison, o astrobiólogo da Nasa. "Essa provavelmente é a coisa mais clara a se dizer."
As origens dessa teoria na verdade antecedem o amplo interesse em 2012. Popularizado em parte por uma mulher que alega receber mensagens de extraterrestres, o fim do mundo relacionado a Nibiru foi originalmente previsto para 2003.
"Se houvesse um planeta ou uma anã marrom ou qualquer objeto que fosse estar no interior do sistema solar daqui a três anos, os astrônomos o teriam estudado na última década e ele seria visível a olho nu hoje." "Não há nada."

Mito 5 sobre 2012

Tempestades solares irão devastar a Terra

Em alguns cenários de desastre para 2012, nosso próprio sol é o inimigo. Nossa amigável estrela vizinha, segundo rumores, irá produzir erupções letais de labaredas solares, que aumentarão o calor sobre os terráqueos.
A atividade solar cresce e diminui segundo aproximadamente ciclos de 11 anos. Grandes labaredas podem de fato danificar as comunicações e outros sistemas da Terra, mas os cientistas não têm indicações de que o sol, pelo menos no curto prazo, irá lançar tempestades fortes o suficiente para fritar o planeta.
"Ao que parece, o sol não está seguindo a programação mesmo", afirmou Morrison, o astrônomo da Nasa. "Esperamos que esse ciclo provavelmente não seja concluído em 2012, mas um ou dois anos depois."

Mito 6 sobre 2012

Os maias tinham previsões claras para 2012

Se os maias não esperavam o fim do mundo em 2012, o que exatamente eles previram para esse ano? Muitos estudiosos que se aprofundaram na evidência dispersa em monumentos maias dizem que o império não deixou um registro claro prevendo que qualquer coisa específica aconteceria em 2012.
Os maias retrataram de fato um desagradável - embora não datado - cenário do fim do mundo, descrito na página final de um texto de aproximadamente 1100, conhecido como Códice de Dresden. O documento descreve um mundo destruído pela enchente, um cenário imaginado em muitas culturas e provavelmente vivenciado, em uma escala menos apocalíptica, por povos antigos. Aveni, o arqueoastrônomo, disse que o cenário não deve ser interpretado literalmente - mas como uma lição sobre o comportamento humano.
Ele associa os ciclos ao nosso próprio período de Ano Novo, quando a conclusão de uma era é acompanhada por atividades frenéticas e estresse, seguidas de um período de renascimento, quando muitas pessoas fazem uma reflexão e resolvem começar a viver de uma maneira melhor. Na verdade, Aveni diz, os maias não eram muito chegados a previsões.
"Toda a escala de registro do tempo é muito direcionada ao passado, não ao futuro", ele disse. "O que é lido nesses monumentos da Longa Contagem são eventos que ligavam os governantes maias a ancestrais e ao divino."
"Quanto mais você planta suas raízes no passado do tempo profundo, melhor você pode argumentar que é legítimo", Aveni disse. "E acho que é por isso que esses governantes maias usavam o tempo da Longa Contagem". "Não se trata de uma previsão fixa sobre o que vai acontecer."

Tradução: Amy Traduções

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Movimento pressina por ficha limpa

Após conseguir protocolar o projeto de iniciativa popular que impede a candidatura de políticos com "ficha suja" em todas as esferas de Poder, o MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) iniciou uma nova campanha para pressionar os 33 deputados que apoiaram a proposta a agilizar a tramitação da matéria. Em e-mail, o movimento pede que sejam enviadas mensagens aos 33 parlamentares para solicitar uma "intervenção urgente". O movimento ressalta que o projeto foi apresentado há quase um mês com o apoio de 1,3 milhão de assinaturas de eleitores e "nem sequer" foi nomeado um relator, o que atrasa ainda mais seu andamento.

"Está mais do que na hora de solicitarmos uma intervenção urgente por parte dos 33 deputados que apoiaram projeto assim que ele chegou ao Congresso", diz o movimento. Esta é a segunda vez que o movimento pede agilidade na tramitação da proposta. No último dia 16, o movimento encaminhou ofício ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), solicitando medidas para acelerar o andamento do projeto.

"Ficha limpa" - A campanha "Ficha Limpa" é uma iniciativa do MCCE e tem o apoio da Cáritas Arquidiocesana, confederação de organizações humanitárias da Igreja Católica, e do Movimento do Ministério Público Democrático. O projeto foi apresentado no dia 29 de setembro, data em que as 43 entidades da sociedade civil que compõem o movimento entregaram a Temer 1,3 milhão de assinaturas de eleitores brasileiros.
O MCCE apresentou os nomes do presidente da Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais, Márlon Reis, e do advogado Aristides Alvarenga para que representem a sociedade quando o projeto for submetido à discussão parlamentar, o que é autorizado pelo regimento da Câmara. Na campanha eleitoral do ano passado, a AMB (Associação do Magistrados Brasileiros) divulgou em sua página na internet a relação dos candidatos que respondiam a processos na Justiça. A iniciativa foi alvo de críticas e gerou a campanha por candidaturas de políticos com "ficha limpa".

FOLHAPRESS

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Calendário com imagens transexuais de santos


Associações espanholas de defesa dos direitos dos homossexuais lançaram um calendário com imagens baseadas em conhecidas obras de arte sacra, especialmente aparições da Virgem Maria, mas interpretadas por transexuais.

No chamado Calendário Laico, cada mês está representado por uma livre interpretação de cenas famosas do imaginário católico, como a de Nossa Senhora de Fátima diante dos três pastores. Mas redecorada com a estética gay.
As imagens mostram santas em versões drag queen, usando mantos, coroas, colares, braceletes, tendo preservativos coloridos como aplique e até vibradores no alto das coroas.
Depois do sucesso de uma experiência-piloto - com 500 cópias esgotadas na parada do orgulho gay, em junho -, o calendário laico começa a circular em Madri nesta semana com tiragem de 10 mil exemplares.
Para o Coletivo de Gays, Lésbicas, Transexuais e Bissexuais de Madri (Cogam), autores do polêmico calendário, a publicação tem como objetivo reivindicar que, em um país laico, os feriados santos sejam substituídos por eventos sociais.
O grupo sugere, por exemplo, que 25 de dezembro seja declarado oficialmente o dia da democracia em lugar do Natal.
"E porque não?", questionou o presidente do Cogam, Miguel Ángel González, em entrevista à BBC Brasil.
"Talvez muita gente prefira comemorar coisas com as que se sente mais identificada, como o dia do meio ambiente ou dia da diversidade."

"Provocação"

O calendário deve ser interpretado como provocação ao clero, em um país onde a Igreja, influente, difunde doutrinas contrárias ao homossexualismo e ao uso de preservativos.
"Pode ser que alguém se chateie. Esperamos que nenhum fiel se sinta ofendido, porque não era a intenção, nem vemos nada de vulgar nas fotos", afirma o ativista.
"Mas também não é uma provocação a onipresença da igreja e a negação da homossexualidade por parte do clero, fazendo uso dos seus ícones? A arte está para isso: para romper os esquemas."
Alguns fiéis já se sentem ofendidos. O grupo católico Religião e Liberdade, fervente, disse à BBC Brasil que o calendário é uma "ofensa clara e inconstitucional".
Citando o Código Penal, o vice-presidente da associação, Raúl Mayoral, alega que a publicação vulnera o artigo que prevê penas de oito a doze meses de prisão para quem ofenda os sentimentos dos membros de uma confissão religiosa.
Para os representantes da Plataforma Hazte oír (Faz-te ouvir), uma das organizadoras dos protestos nas ruas de Madri contra o aborto e contra o casamento entre gays, o calendário laico ataca os ícones e valores católicos, mas não surpreende.
"Estamos fartos de ver estes tipos de agressões. Essa inquisição rosa é constante porque os homossexuais espanhóis aproveitam qualquer oportunidade para soltar qualquer barbaridade em nome da liberdade de expressão", disse à BBC Brasil Nicolás Susena, coordenador da plataforma.
"Depois de ver cartazes na parada do orgulho gay com fotos do Papa Bento XVI e a frase 'cuidado com o pastor alemão' o que vamos esperar desta gente? É revoltante e me dá vergonha de ser espanhol numa sociedade deste nível."

Inscrições abertas para concurso público

Concursos com inscrições abertas somam 48,6 mil vagas

Há cargos para todos os níveis de escolaridade.
Salários chegam a R$ 21 mil no Ministério Público do Trabalho.
Pelo menos 39 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (19) e totalizam 48.562 vagas para todos os níveis de escolaridade.
Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.
Um dos destaques é a abertura, nesta segunda (19), das inscrições para 700 vagas para analista tributário da Receita Federal. O salário é de R$ 7.624,56 (veja aqui detalhes do concurso).
Outro concurso que tem as inscrições abertas nesta segunda é o da Prefeitura de Congonhas (MG). São 145 vagas de nível médio-técnico e superior. Os salários vão de R$ 772,86 a R$ 1.859,97.
Entre os concursos abertos, o que oferece maior salário é o do Ministério Público do Trabalho: R$ 21 mil.

Maiores informações :

http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL1344402-9654,00-CONCURSOS+COM+INSCRICOES+ABERTAS+SOMAM+MIL+VAGAS.html

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Menores da Fundação Casa se classificam em olimpíada da matemática

Três adolescentes dão lição de superação e passam par a segunda fase

Márcio Souza
Agência BOM DIA



Três adolescentes da Fundação Casa de Jundiaí terão uma boa notícia para dividir com seus parentes no domingo, dia de visita. Alunos de uma classe adaptada na instituição, deixaram para trás estudantes de colégios tradicionais e se classificaram para a segunda fase da 5ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, que reúne adolescentes de todo o Brasil.
S.S.V, de 16 anos, D.S, 18, e H. F, 17, se preparam agora para disputar, no dia 24, o título de gênio da matemática do Brasil.
“Estou ansioso para contar à minha mãe, ela vai ficar orgulhosa”, disse H. F, que trabalhava em um supermercado antes de ser preso. “Já havia vencido um concurso de matemática uma vez, mas foi na escola onde estudava.”
D.S. também é “experiente” no assunto. “Eu já trabalhei em um escritório de contabilidade e sempre gostei muito de números.”
Tão difícil quanto a prova (20 questões de múltipla escolha que exigiam uma série de cálculos) é aguentar as brincadeiras dos outros internos. “Eles nos chamam de CDF [apelido de quem estuda muito] e batem palmas para nós”, disse S.S.V.

Exemplo

Para a diretora da Fundação Casa de Jundiaí, Elisângela Martins, a participação dos alunos já é uma vitória. “A inscrição era voluntária e foram eles que pediram para participar”, lembrou.
O concurso teve este ano mais de 19 milhões de inscritos no Brasil. Destes, apenas 850 mil passaram para a segunda fase.
5ª Olimpíada de Matemática

Em Jundiaí, 1.432 alunos de 41 escolas públicas foram aprovados na 1ª fase. A escola Professora Maria de Lourdes França da Silveira, no Jardim Pacaembu, teve o maior número de aprovados, 71
Resultados: confira no site www.obmep.org.br

Unidade no Corrupira abriga 56 jovens

A Fundação Casa funciona em um prédio no bairro do Corrupira e ultimamente tem ganhado destaque em razão das fugas de menores.
Agora, a classificação dos alunos na Olimpíada de Matemática tenta mostrar um outro lado da instituição inaugurada em 2007.
São 56 os jovens atendidos, sendo 16 deles em unidade provisória e os outros 40 em tempo integral, do qual fazem parte os três classificados.
Ali, os infratores acordam às 5h30, tomam café, arrumam o quarto e têm aulas a partir das 7h. Almoçam ao meio-dia e, à tarde e à noite, participam de atividades pedagógicas e esportivas.
Além do futebol, participam de oficinas como de pintura, têm acesso a sala de leitura, cursos como o de DJ e culto religioso.
A Fundação Casa é cercada, mas a sala de aula é comum, com carteiras e lousa e sem grades. É ali que estudam os três gênios.